sábado, 11 de setembro de 2010


"Um Pressentimento Funesto" (By the Pricking of my Thumbs), data de 1968 e nele voltam Tommy e Tuppence. Eles surgiram logo após a 1a. guerra (1914/18), voltaram ao serviço ativo (serviço secreto) durante a 2a. guerra, mais velhos e com os filhos criados (M ou N?).
Em 1968 estão ainda mais velhos (Tuppence está com 70 anos), aposentados e morando no campo. Mas Tuppence não sossega e, inquieta, resolve descobrir o que há de errado na casa de repouso onde uma tia está residindo. Essa tia morre logo depois o que aguça mais o desejo de investigar.
Apesar de recomendada a não se meter em aventuras ela vai em frente e quase se dá mal.
A história tem muitas reviravoltas e seus muitos personagens têm uma característica adorável: são todos idosos, cheios de lembranças e, a todo instante, Agatha Christie nos mostra as pequenas dificuldades que atormentam as pessoas mais velhas.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010


"A Mansão Hollow" (The Hollow) foi escrito, por Agatha Christie, em 1946 e logo transformado em peça de teatro. O título original revela, mais uma vez, o costume inglês de referir-se às casas por seus nomes especiais.
Na agradável casa de campo, Mansão Hollow, esperava-se um agradável fim de semana o que não acontece: um crime de morte é cometido à beira da piscina e surpreende Hercule Poirot que, convidado para o almoço de domingo, depara-se com o assassinato.
À princípio ele pensou que era uma encenação para ele mas, logo viu que era mesmo um crime.
O comportamento dos personagens é, para nós, um tanto estranho mas, como são ricos é assim mesmo. Os ricos não ligam para convenções.
A trama revela amor e adoração, no que eles têm de pior. Os personagens não se limitam a amar, é preciso adorar também.
H.P. luta com uma mente tortuosa mas, ao final, ele vence.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


"Treze à Mesa" (Lord Edgware Dies), um dos primeiros livros escritos por Agatha Christie (em 1933), tem uma trama complicada que requer muita atenção de seus leitores.
Há troca de identidade, carta rasgada, intervalo de ópera servindo para ações excusas, mordomo jovem e bonito, duques e duquesas, almoços e jantares requintados, idas e vindas a Paris e, principalmente, uma mente vazia (mas muito ardilosa) que quase derrota Hercule Poirot. O fiel amigo, capitão Hastings aparece, como sempre, tirando suas conclusões erradas.
Quase todas as pessoas envolvidas são egoistas e os egoistas , como sabemos, são sempre muito maus.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010


"Os Crimes do ABC" (The ABC Murders) foi escrito em 1935/36 e, passados 75 anos ainda me encanto com o pioneirismo de Agatha Christie. Hoje é comum traçar o perfil de alguém, seja de um criminoso ou de um candidato a emprego. Isso não vale para os políticos, pois eles todos têm o mesmo perfil e já sabemos qual.
Após três assassinatos Hercule Poirot analisa todas as possibilidades e traça um perfil do criminoso que, ao fim , vai se revelar perfeito.
Igual ao pessoal da "Análise Comportamental" do FBI.
A Inglaterra é um país de pequena dimensão (mais ou menos do tamanho do estado de São Paulo) e fica fácil movimentar-se de uma cidade para outra. Queria ver na China, ou no Brasil. Claro que aqui os crimes teriam que ficar restritos a uma cidade grande, tipo Rio ou São Paulo. Teríamos, então, um Alberto Azevedo no Andaraí, uma Beatriz Barbosa na Barra, um Carlos Carvalho em Cascadura e por aí.
A.C. não deixava passar nada do que acontecia no seu mundo e dele falava mesmo que fosse "en passant". Aqui é a caça à raposa, uma bobagem inglesa.

domingo, 5 de setembro de 2010


"Um Passe de Mágica" (They do it with Mirrors), é um livro sobre o ilusionismo e como os nossos sentidos (pricipalmente a visão) podem ser enganados. Nós vemos o que queremos e esperamos ver. Não ficamos atentos ao mundo ao nosso redor e os espertos disso se aproveitam.
Pessoas boas, com bons propósitos e altos ideais nem sempre conseguem bons resultados. São traídos pela realidade, são traídos por sua índole visceralmente má e não se deixam resguardar das ciladas do mal.
O amor é possível mas, às vezes, custamos a descobri-lo e é preciso que alguém como Miss Marple chegue a Stonygates para descobrir a verdade escondida e revelar o mal que está encoberto. Enfrentado a tempo, vidas inocentes de uma outrora pacata mansão, são resgatadas e a paz pode voltar a reinar.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010


A experiência de Agatha Christie com o meio teatral é aproveitado nesse livro que envolve atores, atrizes e autores teatrais. "Tragédia em Três Atos" (Three Act Tragedy) é dividido em três partes: suspeita, certeza e descoberta, com direito a cortina final.
Mas esses três atos poderiam ter outros nomes: ensaio, estreia e crítica (dia seguinte) como acontece com as demais peças. Mas aí não haveria o mistério! Para mim, o mistério não é tão importante, o que vale é o modo como os acontecimentos são apresentados e as reações dos envolvidos.
Apesar de dificil, A.C. consegue sempre inventar motivos diferentes para um crime que vão além do dinheiro e da paixão embora, no fim, eles sempre apareçam.
Mas é interessante a tentativa de se saber, afinal, o motivo de um assassinato sem motivo.
Hercule Poirot reconhece, meio sem graça, como sua vida esteve em perigo e ele não desconfiou de nada. Mas valeu a lição.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010


"Por que não pediram a Evans?" (Why didn´t they ask Evans?) é um título sugestivo para um dos menos conhecidos livros de Aghata Christie.
Pessoas normais (comuns), têm suas vidas atropeladas por pessoas incomuns - pessoas más e criminosas.
Essa é mais uma aventura de dois jovens envolvidos em uma trama complicada, com muitos personagens, idas e vindas. Fiquei até um pouco confusa mas A.C. é assim mesmo, gosta de jovens aventureiros, corajosos, mulheres decididas. Escrito em 1935, nos anos que antecederam a 2a. guerra, mostra como pessoas com dinheiro têm seu ir e vir facilitado.